No entendimento do engenheiro Valderci Malagosini Machado, a precificação correta de artefatos de cimento é um dos fatores mais decisivos para a sustentabilidade financeira de fábricas, concreteiras e pequenos produtores do setor. Blocos, pisos, tubos, pavers e outros itens cimentícios possuem custos complexos, que vão muito além da matéria-prima visível. Quando o preço é definido sem critério técnico, o risco de prejuízo silencioso aumenta, mesmo com vendas constantes.
Mais do que definir um valor competitivo, precificar corretamente significa garantir que cada produto vendido contribua para a saúde do negócio. Uma boa precificação protege margens, sustenta investimentos futuros e cria condições para crescimento consistente, mesmo em cenários de custos elevados e concorrência acirrada. Leia para saber mais sobre o tema!
Por que a precificação é um desafio no setor de artefatos de cimento?
O setor de artefatos de cimento convive com oscilações frequentes no preço de insumos como cimento, agregados, energia e transporte, como evidencia o engenheiro Valderci Malagosini Machado. Além disso, muitos custos não são percebidos de forma imediata, o que dificulta a formação de um preço realmente fiel à realidade produtiva.
Outro fator que complica a precificação é a concorrência baseada apenas em preço. Quando o mercado pratica valores muito baixos, produtores acabam seguindo esse padrão sem analisar se o preço cobre seus próprios custos. O resultado costuma ser margens apertadas, dificuldade de investimento e, em casos extremos, inviabilidade do negócio.
Margem de lucro não é sobra, é estratégia
Segundo o engenheiro Valderci Malagosini Machado, um erro comum na precificação de artefatos de cimento é tratar a margem de lucro como aquilo que sobra após pagar as contas. Na verdade, a margem deve ser definida de forma estratégica, considerando riscos, reinvestimentos e objetivos do negócio.
A margem precisa sustentar a empresa em períodos de baixa demanda, permitir manutenção e modernização do parque fabril e remunerar adequadamente o empreendedor. Sem margem planejada, qualquer oscilação de custo pode transformar um produto aparentemente rentável em fonte de prejuízo.
Precificar apenas olhando o concorrente é um risco?
Basear a precificação apenas no valor praticado pelo concorrente é uma prática arriscada. Cada empresa possui estrutura de custos diferente, eficiência operacional própria e estratégias distintas. Copiar preços sem conhecer a própria realidade pode comprometer seriamente o resultado financeiro.
O preço de mercado deve ser referência, não regra. A precificação correta parte dos custos internos e depois avalia o posicionamento frente à concorrência. Quando o preço necessário é maior que o praticado no mercado, o desafio passa a ser eficiência produtiva, diferenciação e gestão, não simplesmente baixar o valor.

Elementos essenciais para uma precificação correta
Para evitar prejuízos e ampliar margens, alguns pontos precisam ser considerados de forma estruturada:
- levantamento detalhado de todos os custos diretos
- identificação e rateio correto dos custos indiretos
- definição clara da margem de lucro desejada
- análise do mercado e do posicionamento do produto
- controle de perdas, retrabalhos e desperdícios
- atualização frequente dos preços conforme variação de custos
Na análise do engenheiro Valderci Malagosini Machado, esses elementos transformam a precificação em uma ferramenta de gestão, e não apenas em uma decisão comercial isolada.
Padronização e controle influenciam diretamente o preço
A falta de padronização na produção impacta diretamente a precificação. Variações de consumo de matéria-prima, diferenças de processo e ausência de controle de qualidade geram desperdícios que encarecem o produto sem que isso seja percebido.
Quando a produção é padronizada, os custos se tornam mais previsíveis, facilitando o cálculo do preço e a proteção das margens. Controle de processos, fichas técnicas e acompanhamento de indicadores operacionais são aliados importantes para uma precificação mais segura.
Precificação como ferramenta de crescimento
Mais do que evitar prejuízos, a precificação correta permite planejar o crescimento do negócio. Com preços bem definidos, é possível decidir quais produtos devem ser priorizados, quais precisam de ajustes e quais não são estratégicos para o portfólio.
Para o engenheiro Valderci Malagosini Machado, essa visão permite investir com mais segurança, negociar melhor com clientes e fornecedores e construir uma operação financeiramente saudável. A precificação deixa de ser reativa e passa a ser parte central da estratégia empresarial.
Precificar bem é garantir a sustentabilidade do negócio
Conclui-se assim que a precificação correta de artefatos de cimento não é uma tarefa pontual, mas um processo contínuo de análise e ajuste. Custos mudam, o mercado evolui e o negócio precisa acompanhar essas transformações para permanecer competitivo.
Quando o preço reflete a realidade produtiva e estratégica da empresa, o resultado aparece em margens mais saudáveis, menor risco financeiro e maior capacidade de crescimento. Precificar bem é, acima de tudo, uma decisão de gestão que sustenta o presente e viabiliza o futuro do negócio.
Autor: Pavel Novikov
