Precificação correta de artefatos de cimento: Veja como evitar prejuízos e ampliar margens

Pavel Novikov
Por Pavel Novikov
Valderci Malagosini Machado explica como fazer a precificação correta de artefatos de cimento para evitar prejuízos, reduzir erros financeiros e ampliar as margens de lucro no seu negócio.

No entendimento do engenheiro Valderci Malagosini Machado, a precificação correta de artefatos de cimento é um dos fatores mais decisivos para a sustentabilidade financeira de fábricas, concreteiras e pequenos produtores do setor. Blocos, pisos, tubos, pavers e outros itens cimentícios possuem custos complexos, que vão muito além da matéria-prima visível. Quando o preço é definido sem critério técnico, o risco de prejuízo silencioso aumenta, mesmo com vendas constantes.

Mais do que definir um valor competitivo, precificar corretamente significa garantir que cada produto vendido contribua para a saúde do negócio. Uma boa precificação protege margens, sustenta investimentos futuros e cria condições para crescimento consistente, mesmo em cenários de custos elevados e concorrência acirrada. Leia para saber mais sobre o tema!

Por que a precificação é um desafio no setor de artefatos de cimento?

O setor de artefatos de cimento convive com oscilações frequentes no preço de insumos como cimento, agregados, energia e transporte, como evidencia o engenheiro Valderci Malagosini Machado. Além disso, muitos custos não são percebidos de forma imediata, o que dificulta a formação de um preço realmente fiel à realidade produtiva.

Outro fator que complica a precificação é a concorrência baseada apenas em preço. Quando o mercado pratica valores muito baixos, produtores acabam seguindo esse padrão sem analisar se o preço cobre seus próprios custos. O resultado costuma ser margens apertadas, dificuldade de investimento e, em casos extremos, inviabilidade do negócio.

Margem de lucro não é sobra, é estratégia

Segundo o engenheiro Valderci Malagosini Machado, um erro comum na precificação de artefatos de cimento é tratar a margem de lucro como aquilo que sobra após pagar as contas. Na verdade, a margem deve ser definida de forma estratégica, considerando riscos, reinvestimentos e objetivos do negócio.

A margem precisa sustentar a empresa em períodos de baixa demanda, permitir manutenção e modernização do parque fabril e remunerar adequadamente o empreendedor. Sem margem planejada, qualquer oscilação de custo pode transformar um produto aparentemente rentável em fonte de prejuízo.

Precificar apenas olhando o concorrente é um risco?

Basear a precificação apenas no valor praticado pelo concorrente é uma prática arriscada. Cada empresa possui estrutura de custos diferente, eficiência operacional própria e estratégias distintas. Copiar preços sem conhecer a própria realidade pode comprometer seriamente o resultado financeiro.

O preço de mercado deve ser referência, não regra. A precificação correta parte dos custos internos e depois avalia o posicionamento frente à concorrência. Quando o preço necessário é maior que o praticado no mercado, o desafio passa a ser eficiência produtiva, diferenciação e gestão, não simplesmente baixar o valor.

Descubra com Valderci Malagosini Machado as estratégias essenciais para calcular o preço ideal dos artefatos de cimento e transformar custos em lucro sustentável.
Descubra com Valderci Malagosini Machado as estratégias essenciais para calcular o preço ideal dos artefatos de cimento e transformar custos em lucro sustentável.

Elementos essenciais para uma precificação correta

Para evitar prejuízos e ampliar margens, alguns pontos precisam ser considerados de forma estruturada:

  • levantamento detalhado de todos os custos diretos
  • identificação e rateio correto dos custos indiretos
  • definição clara da margem de lucro desejada
  • análise do mercado e do posicionamento do produto
  • controle de perdas, retrabalhos e desperdícios
  • atualização frequente dos preços conforme variação de custos

Na análise do engenheiro Valderci Malagosini Machado, esses elementos transformam a precificação em uma ferramenta de gestão, e não apenas em uma decisão comercial isolada.

Padronização e controle influenciam diretamente o preço

A falta de padronização na produção impacta diretamente a precificação. Variações de consumo de matéria-prima, diferenças de processo e ausência de controle de qualidade geram desperdícios que encarecem o produto sem que isso seja percebido.

Quando a produção é padronizada, os custos se tornam mais previsíveis, facilitando o cálculo do preço e a proteção das margens. Controle de processos, fichas técnicas e acompanhamento de indicadores operacionais são aliados importantes para uma precificação mais segura.

Precificação como ferramenta de crescimento

Mais do que evitar prejuízos, a precificação correta permite planejar o crescimento do negócio. Com preços bem definidos, é possível decidir quais produtos devem ser priorizados, quais precisam de ajustes e quais não são estratégicos para o portfólio.

Para o engenheiro Valderci Malagosini Machado, essa visão permite investir com mais segurança, negociar melhor com clientes e fornecedores e construir uma operação financeiramente saudável. A precificação deixa de ser reativa e passa a ser parte central da estratégia empresarial.

Precificar bem é garantir a sustentabilidade do negócio

Conclui-se assim que a precificação correta de artefatos de cimento não é uma tarefa pontual, mas um processo contínuo de análise e ajuste. Custos mudam, o mercado evolui e o negócio precisa acompanhar essas transformações para permanecer competitivo.

Quando o preço reflete a realidade produtiva e estratégica da empresa, o resultado aparece em margens mais saudáveis, menor risco financeiro e maior capacidade de crescimento. Precificar bem é, acima de tudo, uma decisão de gestão que sustenta o presente e viabiliza o futuro do negócio.

Autor: Pavel Novikov 

Compartilhe esse Artigo
Deixe um Comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *