Paulo Roberto Gomes Fernandes frisa que, ao reunir lideranças empresariais e institucionais de cem países no Rio de Janeiro, o 11º Congresso Mundial das Câmaras de Comércio marcou, em 2019, um momento simbólico de reposicionamento do Brasil no debate global sobre comércio, cooperação e desenvolvimento econômico. O presidente da Liderroll esteve presente na abertura do evento, realizada no Windsor Expo Convention Center, acompanhando de perto um encontro que é lembrado como um dos mais relevantes fóruns internacionais de articulação empresarial já sediados no país.
Promovido pela Câmara de Comércio Internacional, o congresso aconteceu pela primeira vez na América do Sul e integrou as comemorações do centenário da instituição. A edição realizada no Rio de Janeiro reuniu cerca de mil participantes, entre representantes de câmaras de comércio, executivos, formuladores de políticas públicas e especialistas em comércio internacional. A cerimônia de abertura contou com a presença do então governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, que destacou a importância do evento para a inserção do Brasil em redes globais de negócios.
Um encontro global em solo brasileiro
O Congresso Mundial das Câmaras de Comércio é realizado a cada dois anos, sempre em uma região diferente do mundo, e a escolha do Rio de Janeiro para sediar a edição de 2019 foi interpretada como um reconhecimento da relevância do país no cenário internacional. A organização local ficou a cargo da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, em parceria com entidades empresariais e institucionais.
Na área de exposição, o evento contou com 26 estandes, sendo 17 internacionais e nove nacionais, reunindo câmaras de comércio, instituições de fomento e empresas. Delegações de diferentes continentes circularam pelo espaço ao longo da semana, criando um ambiente propício para networking, troca de experiências e articulação de parcerias comerciais.
Diversidade institucional e presença internacional
Entre os expositores internacionais estiveram câmaras de comércio de regiões estratégicas do Oriente Médio, como Dubai, Sharjah e Catar, além de representantes do Sultanato de Omã e do Emirado de Ras Al Khaimah, que participaram como visitantes institucionais. Também marcaram presença organizações e entidades da Rússia, Botsuana, Etiópia, Colômbia e de programas multilaterais ligados à promoção do comércio.
O Brasil foi representado por entidades e empresas com atuação nacional e internacional, entre elas a Liderroll, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, além de organizações voltadas à promoção do turismo e da indústria nacional. Para Paulo Roberto Gomes Fernandes, essa diversidade institucional reforçou o caráter plural do congresso e ampliou as possibilidades de diálogo entre diferentes realidades econômicas.
Temas centrais e agenda estratégica
O tema escolhido para a edição de 2019, “Criando um futuro compartilhado”, refletiu a proposta de discutir o papel das câmaras de comércio em um cenário global marcado por transformações tecnológicas, tensões geopolíticas e novas demandas por sustentabilidade. Ao longo da programação, foram debatidos assuntos como o futuro do comércio internacional, a criação de ambientes mais favoráveis aos negócios, a importância da certificação de origem e os impactos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU nas estratégias empresariais.

Paulo Roberto Gomes Fernandes aponta que o congresso conseguiu articular uma visão de longo prazo sobre o papel das câmaras de comércio como agentes de integração econômica. As discussões mostraram que essas instituições vão além da promoção comercial tradicional, atuando também como plataformas de cooperação, capacitação e mediação entre empresas e governos.
A participação empresarial brasileira
Durante a abertura do evento, Paulo Roberto Gomes Fernandes destacou a relevância de participar de um congresso internacional dessa magnitude realizado no Brasil. Para ele, a presença em fóruns globais sempre fez parte da estratégia de posicionamento internacional da empresa, que nos anos anteriores havia intensificado sua atuação fora do país, apresentando soluções de engenharia em diferentes mercados.
Segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes, sediar um congresso dessa envergadura no Rio de Janeiro permitiu aproximar o mercado brasileiro de líderes empresariais estrangeiros, facilitando a troca de experiências e a construção de relações comerciais de longo prazo. A avaliação era de que o ambiente criado pelo evento favorecia conversas mais profundas sobre oportunidades de cooperação, especialmente em setores intensivos em tecnologia e infraestrutura.
Legado observado a partir de 2026
Com o distanciamento temporal de janeiro de 2026, o 11º Congresso Mundial das Câmaras de Comércio é visto como um evento que antecipou debates que se tornariam ainda mais centrais nos anos seguintes, como a necessidade de cooperação internacional em cadeias produtivas, a digitalização do comércio e a integração entre sustentabilidade e competitividade.
Para Paulo Roberto Gomes Fernandes, o congresso deixou como legado a consolidação do Rio de Janeiro como palco capaz de sediar grandes eventos empresariais globais e reforçou o entendimento de que o Brasil pode exercer um papel mais ativo na articulação do comércio internacional. Mais do que um encontro institucional, o evento simbolizou um esforço coletivo para pensar o futuro do comércio de forma colaborativa, em um mundo cada vez mais interdependente.
Autor: Pavel Novikov
